Inovação no Judiciário: Inteligência Artificial do STJ para Acelerar Recursos Inadmitidos
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) anunciou a implementação de uma nova ferramenta de inteligência artificial generativa, com o intuito de otimizar a análise de recursos inadmitidos. Este avanço tecnológico representa não apenas uma modernização do sistema judiciário, mas abre um leque de questionamentos sobre as implicações jurídicas e éticas que envolvem a utilização da IA na Justiça.
Qual o Impacto da IA no Processo Judicial?
A adoção da inteligência artificial no contexto jurídico pode ser interpretada sob diferentes prismas. Em primeiro lugar, é importante considerar o aspecto da eficiência processual, previsto no artigo 5º, inciso LXXVIII da Constituição Federal, que assegura a todos o direito à razoável duração do processo. Com a IA, espera-se uma redução significativa no tempo de tramitação de recursos, permitindo que os advogados e litigantes tenham uma resposta mais célere às suas demandas.
Ademais, a utilização da IA levanta questões acerca da imparcialidade no julgamento dos recursos. A Lei de Proteção de Dados Pessoais (Lei nº 13.709/2018) exige que o uso de dados seja realizado com responsabilidade, o que implica um monitoramento rigoroso sobre como os dados dos cidadãos são tratados por essas novas tecnologias.
Como A Inteligência Artificial Pode Transcender a Análise Técnica?
A IA generativa do STJ se propõe a realizar uma análise técnica de admissibilidade de recursos, porém, seu verdadeiro potencial pode ir além. A geração de padrões e relatórios com informações relevantes judiciárias pode auxiliar advogados na construção de suas teses jurídicas, oferecendo dados que respaldam suas alegações. O advogado deve, no entanto, manter um papel ativo na interpretação dos dados, pois a jurisprudência do STF e do STJ é ampla e dinâmica, conforme demonstra o entendimento em diversas decisões.
Aspectos Éticos e a Responsabilidade do Advogado
Os advogados devem, necessariamente, atentar para as implicações éticas incorridas pela utilização da inteligência artificial. O Código de Ética e Disciplina da OAB exige que o advogado zele pela moralidade e pela justiça em suas ações. Assim, é imprescindível que os profissionais do Direito não deixem de ponderar sobre a adequação e a legalidade da utilização desses recursos em suas práticas.
Jurisprudência: Expectativas e Desafios
A implementação da IA generativa está alinhada com iniciativas internacionais de inovação no setor judiciário, mas não é isenta de desafios. Os advogados se deparam com a necessidade de interpretar corretamente a legislação pertinente, como o Novo Código de Processo Civil, que em seu artigo 932, trata da competência dos tribunais para apreciar os recursos. A jurisprudência ainda será um campo fértil para a aplicação da IA, mas é crucial que os profissionais estejam preparados para as transformações que se aproximam.
A era digital exige que os advogados adaptem suas estratégias e enfoques. A capacidade de interpretar e aplicar a legislação frente às novas tecnologias será o diferencial na prática jurídica contemporânea.
Se você ficou interessado na utilização de inteligência artificial aplicada ao direito e deseja aprofundar seu conhecimento no assunto, então veja aqui o que temos para você!
Autor: Luísa Bianchi