Como o Novo Regimento do STJ Impacta na Resolução de Conflitos para Advogados?
Em um momento em que a eficiência no sistema judiciário é uma exigência crescente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) publicou o novo regimento interno do Centro de Solução de Conflitos (CSC). Este movimento visa aprimorar a abordagem das questões litigiosas, oferecendo meios mais celere para a resolução de disputas. Mas, como isso interfere na prática dos advogados que frequentemente se deparam com tais questões?
Entendendo o Regimento Interno do Centro de Solução de Conflitos
De acordo com a publicação oficial, o novo regimento do CSC foi elaborado para proporcionar uma estrutura mais clara e objetiva, facilitando as demandas e atendendo os princípios da celeridade e economia processual. A reformulação se faz necessária considerando o aumento contínuo do volume de processos que atinge o Judiciário e a urgência em oferecer respostas mais rápidas à sociedade.
Aspectos Jurídicos em Destaque
- Artigo 3º: O regimento dispõe sobre a criação de um procedimento mais simplificado para a resolução de conflitos, garantindo ao interessado uma resposta mais rápida e eficiente no que concerne às suas demandas.
- Artigo 5º: Promove a mediação e a conciliação como meios preferenciais de solução, ressaltando o compromisso do STJ com a pacificação social.
- Princípios constitucionais: O procedimento resgata e abraça os princípios fundamentais previstos na Constituição, como o amplo acesso à Justiça e o direito ao contraditório e à ampla defesa.
Os advogados devem estar atentos a essas mudanças e adaptar suas estratégias de atuação em conformidade com as novas diretrizes do STJ. A necessidade de acompanhamento contínuo das inovações processuais é primordial para assegurar a melhor defesa dos interesses de seus clientes.
Implicações para a Advocacia
Com a nova regra, os profissionais da advocacia terão de se familiarizar com as fases do novo estatuto do CSC, que se destaca por alguns pontos relevantes:
- Aumento das oportunidades para a mediação antes do início do processo judicial.
- Possibilidade de resolução de casos que, anteriormente, poderiam levar anos para serem decididos.
- Obrigações adicionais quanto à informação e ao assessoramento de clientes acerca das novas vias de resolução de conflitos.
Esses elementos tornam claro que o papel do advogado, além de advocate, deverá ser o de facilitador da resolução de conflitos, posicionando-se como um agente ativo e informado nas práticas de mediação e conciliação.
Conclusão
Em face das diretrizes estabelecidas pelo novo Regimento Interno do CSC, a advocacia brasileira se vê diante de um novo cenário, onde a agilidade e a eficiência se tornam requisitos fundamentais para a prática profissional. Assim sendo, o advogado deve estar apto a explorar essas alternativas em benefício de seus clientes.
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Autor: Ana Clara Macedo