A Execução Fiscal Extrajudicial e suas Implicações Práticas no Ordenamento Jurídico Brasileiro
No contexto da legislação brasileira, a execução fiscal assume uma relevância significativa, especialmente quando considerada sob a ótica do princípio da simplicidade, conforme delineado no artigo 5º da Constituição Federal. Este princípio visa garantir eficiência e celeridade nos processos judiciais, e sua aplicação na execução fiscal extrajudicial instiga uma reflexão crítica sobre as práticas atuais do direito tributário.
O que é a Execução Fiscal Extrajudicial?
A execução fiscal extrajudicial, segundo o posicionamento da jurisprudência, refere-se à possibilidade de o credor, em face de uma dívida não quitada, promover medidas coercitivas sem a intervenção do Judiciário. Essa prática é permitida em variadas situações, o que levanta uma questão crucial: qual o impacto dessa abordagem sobre a proteção dos direitos do devedor?
Aspectos Jurídicos Relevantes
A Lei de Execução Fiscal (Lei nº 6.830/1980) estabelece os parâmetros que pautam a execução de créditos da Fazenda Pública, e a nova visão sobre a execução extrajudicial, promovida por diversos estudiosos, abre horizontes ao operacionalizar essas execuções de forma menos burocrática e mais ágil. O artigo 2º da referida lei menciona que toda cobrança de créditos tributários deve observar os direitos garantidos aos contribuintes, o que emana um dever de cautela e equidade por parte do Fisco.
A Simplicidade como Princípio Norteador
A aplicação do princípio da simplicidade, consagrado no princípio da eficiência (art. 37 da CF), orienta a necessidade de um processo que respeite a celeridade e o fácil acesso à Justiça. Com vistas a entender os limites da execução fiscal extrajudicial, é fundamental considerar:
- A necessidade de fundamentação adequada das decisões que impactam diretamente os direitos dos contribuintes;
- A transparência nas relações entre Estado e contribuinte;
- O respeito aos prazos e às garantias constitucionais já mencionadas.
Desafios e Oportunidades para Advogados
Os advogados, na sua função de guardiões dos direitos dos contribuintes, devem estar atentos às implicações dessa nova abordagem. Entre os desafios que se apresentam, destacam-se:
- A formação contínua sobre os novos dispositivos legais e suas interpretações judiciais;
- A necessidade de atuar proativamente para garantir os direitos dos clientes em possíveis abusos na execução fiscal;
- O alinhamento estratégico com as práticas administrativas da Fazenda Pública para uma melhor atuação nas defesas e recursos.
Condições para uma Execução Justa
É imperativo destacar que a efetividade da execução fiscal extrajudicial deverá estar atrelada ao respeito a condições que assegurem uma execução justa e equilibrada. A jurisprudência vem se adaptando a essa nova realidade, conforme providências tomadas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em reiteradas decisões que buscam harmonizar a eficiência com a justiça tributária.
Na busca por uma atuação advocatícia ética e responsável, o advogado deve instrumentalizar-se com o conhecimento adequado e a prática constante, visando sempre a proteção dos direitos fundamentais garantidos pela nossa Constituição.
Se você ficou interessado na execução fiscal extrajudicial e deseja aprofundar seu conhecimento no assunto, então veja aqui o que temos para você!
Autor: Luísa Bianchi



