Pular para o conteúdo
JusFeed
TributárioNOTÍCIA

Novo modelo de licenciamento ambiental provoca insegurança jurídica para empreendedores

Novo modelo de licenciamento ambiental provoca insegurança jurídica para empreendedores Com a implementação de um novo marco regulatório para o licenciamento ambiental no Brasil, a comunidade jurídica está em alerta quanto aos riscos legais

Blog Memória Forense (legado)3 min de leitura
Novo modelo de licenciamento ambiental provoca insegurança jurídica para empreendedores

h1 { font-size: 36px; color: #2c3e50; margin-bottom: 1.5em; } h2 { font-size: 26px; color: #2c3e50; margin-top: 1.5em; margin-bottom: 1em; } h3 { font-size: 21px; color: #2c3e50; margin-top: 1.5em; margin-bottom: 0.8em; } p { font-size: 17px; color: #000000; margin-bottom: 1.5em; line-height: 1.6em; } ul, ol { margin-bottom: 1.5em; padding-left: 1.5em; } a { color: #2c3e50; text-decoration: underline; }

Novo modelo de licenciamento ambiental provoca insegurança jurídica para empreendedores

Com a implementação de um novo marco regulatório para o licenciamento ambiental no Brasil, a comunidade jurídica está em alerta quanto aos riscos legais que este novo modelo poderá acarretar para empreendedores e gestores públicos. Especialistas apontam que as recentes alterações legislativas colocam em evidência a insegurança jurídica e levantam dúvidas sobre a constitucionalidade de determinadas diretrizes.

Contexto legislativo: a nova Lei Geral de Licenciamento Ambiental

Em maio de 2025, foi sancionada a chamada Lei Geral do Licenciamento Ambiental (Lei nº 14.989/2025), considerada um marco para a desburocratização do processo de licenciamento no país. Contudo, ao suprimir etapas formais do processo e ampliar hipóteses de licenciamento por adesão e compromisso, a norma tem despertado reações críticas entre juristas e ambientalistas.

O artigo 3º da Lei nº 14.989/2025 prevê que determinados empreendimentos poderão ser licenciados por meio de mera declaração do empreendedor, sem a necessidade de análise técnica prévia pelos órgãos ambientais. Essa flexibilização, embora receba apoio do setor produtivo, pode representar um grave retrocesso na proteção ambiental e um risco jurídico considerável para investidores.

Implicações jurídicas e constitucionais

Do ponto de vista constitucional, surge embate com o artigo 225 da Constituição Federal de 1988, que impõe ao Poder Público e à coletividade o dever de defender e preservar o meio ambiente para as presentes e futuras gerações. A supressão de etapas de controle técnico pode ensejar, inclusive, questionamentos judiciais por ação direta de inconstitucionalidade (ADI).

Jurisprudência relevante

O Supremo Tribunal Federal já consolidou o entendimento, na ADI 3540, de que normas ambientais não podem ser flexibilizadas de maneira a comprometer o princípio da precaução. Jurisprudência semelhante é encontrada no julgamento da REsp 1.517.104/MG pelo STJ, que reforça a necessária compatibilização entre desenvolvimento econômico e sustentabilidade.

Riscos para os empreendedores e gestores públicos

A adoção do licenciamento simplificado pode servir como fundamento para ações civis públicas, ações por improbidade administrativa (Lei nº 8.429/1992) e responsabilizações penais, civis e administrativas. A Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998) prevê sanções severas para omissões e irregularidades no controle ambiental.

  • Desconformidade com pareceres técnicos;
  • Ausência de Estudo de Impacto Ambiental (EIA/RIMA);
  • Concessão indevida de licença simplificada;
  • Impacto elevado não previsto em autodeclarações.

Papel dos advogados no novo cenário ambiental

Para os advogados que atuam na seara empresarial, ambiental ou na gestão pública, o novo modelo exige redobrada atenção. A revisão de contratos, elaboração de pareceres preventivos e atuação contenciosa podem se intensificar, sobretudo diante do crescente ativismo ambiental do Ministério Público e da sociedade civil.

Também é dever da advocacia orientar seus clientes sobre as mudanças e os riscos potenciais decorrentes do novo licenciamento, buscando não apenas a legalidade formal, mas a segurança jurídica substancial das atividades empresariais.

Se você ficou interessado na nova lei de licenciamento ambiental e deseja aprofundar seu conhecimento no assunto, então [veja aqui](https://memoriaforense.com/search/?q=licenciamento ambiental) o que temos para ocê!

Por Memória Forense

Relacionadas em Tributário

Ver tudo